10 fatos curiosos que você nem imagina sobre os monumentos de Paris

16/10/2016.Letícia.0 Likes.0 Comments
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Para você que também é apaixonado por Paris, que ainda não a conhece ou que já a visitou várias vezes, fiz esta lista com 10 curiosidades sobre alguns monumentos da cidade, que parecem nunca parar de nos surpreender com sua vasta história.

10. A Torre Eiffel quase foi desmontada e transferida para o Canadá nos anos 1960

Em 1960, o presidente francês Charles de Gaulle, negociou um acordo secreto com o prefeito de Montreal, Jean Drapeau, para temporariamente desmontar a Torre Eiffel e transferí-la para o Canadá para a Exposição Universal de 1967. Felizmente esse acordo nunca foi concretizado pois a empresa que gerenciava a torre vetou a negociação com medo de que a torre nunca mais fosse trazida de volta.

Ufa! Para a nossa alegria!

Fonte: Site Institucional France – http://br.france.fr/

9. Foi Dom Pedro I que martelou o primeiro tijolo da Coluna de Julho, na Praça da Bastilha

Verdade! O imperador Dom Pedro I estava ao lado do rei Luís Filipe I como convidado de honra, no lançamento da pedra fundamental da Coluna de Julho, em julho de 1831, quando celebrava-se um ano da segunda revolução francesa, também conhecida como “Três Gloriosos”, que derrubara o rei Carlos X.
Luís Filipe I espalhou cimento e assentou o primeiro tijolo, passando um martelo para que Dom Pedro I o firmasse. E assim o fez, com suas duas marteladas históricas.

Acredite – Você se lembrará dessa história quando passar pela Praça da Bastilha.

Fonte: Livro – A História do Brasil nas Ruas de Paris, Maurício Torres Assumpção (2014)

8. Napoleão Bonaparte nunca viu o Arco do Triunfo finalizado

O imperador Napoleão Bonaparte, que encomendou orgulhosamente a construção do Arco do Triunfo – logo após a Batalha de Austerlitz em 1806 – para perpetuar as vitórias do exército francês, não chegou a ver o monumento finalizado em 1836. Napoleão I veio a falecer antes, no ano de 1814, devido a um câncer de estômago.
Ele mal podia imaginar que décadas depois, com as transformações do Barão Haussmann por toda a cidade, o Arco do Triunfo ganharia ainda mais destaque na Praça Charles-de-Gaulle, estando no ponto central que liga 12 das principais avenidas de Paris.

Queria ver se Napoleão conseguiria hoje atravessar as faixas da Praça Charles-de-Gaulle com seu cavalo.

Fonte: Wikipedia.fr

7. O Parc des Buttes-Chaumont era uma mina de exploração de gipsita até 1860

Sim. O mais exótico dos parques de Paris e de paisagem mais pitoresca, o Buttes-Chaumont, era na realidade uma mina de exploração de gipsita, matéria-prima para a fabricação de gesso, altamente utilizado em Paris no século 19 para o interior dos prédios e apartamentos de estilo “haussmanniano”, a maior identidade arquitetônica da cidade.
Jean-Charles Alphand foi o engenheiro encubido por Napoleão III durante o Segundo Império de transformar o local insalubre – que servia até mesmo de cemitério de cavalos – em parque, o qual foi inaugurado em 1867, ao mesmo tempo em que a Exposição Universal.
Sabe-se que na época, muitos trabalhadores estavam morrendo no local, devido a problemas de saúde causados pelas condições da mina.

Com essa atmosfera misteriosa que paira por ali, o poeta André Breton uma vez disse que este é o parque aonde “está guardado o inconsciente da cidade”.

Fonte: Livro – Paris d’Antan, Jérôme Bourgeoisat (2011)

6. O Moulin Rouge já foi completamente destruído por um incêndio

O cabaré inaugurado em 1889 por Joseph Oller e Charles Zidler, para a Exposição Universal em Paris, foi totalmente destruído após um incêndio ocorrido em fevereiro de 1915.
Somente 6 anos mais tarde em 1921, as obras de reconstrução do local foram iniciadas e o Moulin Rouge viveria novamente uma época de gloria na década de 20.
Porém, em 1929 com a saída da cantora e atriz Mistinguett, a sala do cabaré foi transformada em cinema e posteriormente sua sala de baile transformada em discoteca. Modelo que permaneceu até o início da Segunda Guerra Mundial, com a ocupação de Paris pelos alemães nazistas em 1939.

Interessante ver que apesar de tantos desvios no decorrer de sua história, o Moulin Rouge ainda guarda atualmente todo o encanto idealizado por Oller e Zidler, lá na belle époque.

Fonte: Wikipedia.fr

5. O refinado restaurante Maxim’s era apenas um simples bistrô

Interessante saber que tudo começou com uma sorveteria familiar italiana em 1880, que logo deu lugar a um simples bistrô, inagurado por um ex-garçom de café em 1893 – Maxime Gallard.
Bastou uma comediante famosa da época – Irma de Montigny – visitar o local após assistir à uma corrida hípica badalada, que o caminho do Maxim’s para a fama estava traçado. As mais célebres cortesãs da belle époque faziam do local, sua segunda morada, arrastando assim toda a elite parisiense para lá.

Leia mais sobre o Maxim’s e outros restaurantes da belle époque neste post: http://parisienissima.com/restaurantes-para-degustar-art-nouveau-em-paris-parte-i/

Fonte: Wikipedia.fr

4. O acidente com o lustre do Opéra Garnier de “O Fantasma da Ópera” realmente aconteceu

Um pouco diferente da história contada por Gaston Leroux em “O Fantasma da Ópera” (1910), não foi o lustre de 8m de altura que caiu sobre a platéia durante a interpretação de Fausto. E sim, um de seus contrapesos que em maio de 1896, caiu em queda livre sobre as poltronas 11 e 13 da quarta galeria, durante a interpretação da ópera Hellé, causando alguns feridos e a morte instantânea de uma concièrge do Palais Garnier.

Aliás, numeração sugestiva esta da poltrona, para um fato sinistro em um local cheio de mitos.

Fonte: Wikipedia.fr

3. O Palais-Royal além de residência real, era o centro do luxo e dos prazeres de Paris

Muito antes das colunas de Daniel Buren – instalação de arte contemporânea de 1986 que atrai turistas em geral para o local – o Palais-Royal além de palácio e residência real, era onde tudo acontecia na Paris do final do século 18 – início do século 19, digamos de 1780-1830. O romancista Lamothe-Langon chegou a dizer em 1825: “Paris é a capital da França, o Palais-Royal é a capital de Paris”.
Com suas galerias, espetáculos de teatro, lojas, restaurantes, cafés, cassino e claro – muitas mulheres a serviço da sedução. Esse era o centro efervescente dos prazeres e da prostituição na época, até meados de 1836, quando por pressão do rei Luís Filipe I, as salas de jogos foram interditadas e os teatros instalados em outras regiões da cidade.

Até Napoleão Bonaparte fez um relato em seu diário contando sobre “a noite em que se tornou homem”, com 18 anos, quando abordou uma “jovem” em uma das galerias do Palais-Royal.

Fonte: Wikipedia.fr / Artips.fr

2. O Grand Palais ainda existe “graças” à morte de Le Corbusier

Pois é ! O prédio magnífico do Grand Palais – inaugurado na Exposição Universal de 1900, obra conjunta dos arquitetos Henri Deglane, Albert Louvet, Albert-Félix-Théophile Thomas e Charles Girault – quase foi demolido nos anos 1960, devido a um projeto do arquiteto Le Corbusier para um centro-cultural, solicitado pelo Ministro da Cultura na época, André Malraux.
Porém, com a morte do arquiteto em 1965, o projeto foi anulado e em 1975, o local entra para a lista de monumentos históricos franceses.

Este foi salvo pelo gongo!
Não deixe de visitar alguma de suas exposições quando estiver em Paris, principalmente se o evento ocorrer em seu salão principal, com a cúpula de vidro e ferro e sua escadaria monumental.

Fonte: Wikipedia.fr

1. As gárgulas da Catedral de Notre-Dame só surgiram no século 19

Somente entre 1845 e 1864, período de sua restauração conduzida pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc, a fachada da Catedral Notre-Dame toma a forma que a conhecemos hoje, com tantos ornamentos, gárgulas e esculturas diversas.
Apesar de ter sido construído entre os séculos 12 e 14, sendo um dos principais vestígios da arquitetura gótica da Idade Média na cidade, o edifício original não possuía estes seres fantasiosos e diabólicos, idealizados por Viollet-le-Duc e esculpidos pelos principais artesões da França na época.
Ao todo, foram adicionadas 54 gárgulas nesta restauração, o que contribuía ainda mais para o sentimento do período, evocado pelo romantismo de Victor Hugo (“O Corcunda de Notre-Dame”, 1831), de nostalgia da velha Paris face à nova, repleta de transformações urbanas.

PS: Esse ser da foto que parece observar o movimento da cidade é o Stryge, a única das estátuas de Viollet-le-Duc que tem nome próprio.

Fonte: Livraisons d’Histoire de l’Architecture: https://lha.revues.org / Wikipedia.fr

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