Você conhece essas lendas urbanas de Paris?

18/12/2016.Letícia.0 Likes.0 Comments
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A cidade do amor – que também já foi a do terror – guarda muitas lendas e mistérios nunca evidenciados, no decorrer dos séculos de sua história rica e tumultuada.

Descubra agora – se tiver coragem – algumas lendas urbanas parisienses e veja alguns lugares com outros olhos, durante seus passeios na cidade-luz.

As portas do Diabo da Catedral de Notre-Dame

Durante a construção da Catedral de Notre-Dame no século 13, Biscornet – um jovem ferreiro muito talentoso – recebe a tarefa de realizar os ornamentos em ferro forjado para as portas da catedral.

Muito orgulhoso por ter sido o escolhido, eles apresenta seus primeiros desenhos de arabescos complexos aos religiosos, que ficam imediatamente admirados.

Os dias foram passando e Biscornet percebe que foi um tanto presunçoso e precipitado. Os desenhos parecem impossíveis de serem reproduzidos em metal e durante uma noite de desespero, o Diabo lhe aparece com uma proposta: realizar o trabalho por ele em troca de sua alma.

Feito o pacto, na manhã seguinte Biscornet é surpreendido com a obra-prima finalizada, quando acorda em seu ateliê. O trabalho é instalado nas portas da catedral e deixam todos maravilhados.
Porém, no dia de sua inauguração, as portas ficaram bloqueadas, sendo abertas somente após terem jogado muita água benta.

Desde este dia, as portas foram batizadas de “Portas do Diabo”.

O barbeiro e o confeiteiro sanguinários

Você provavelmente já ouviu falar na lenda inglesa de Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco estrelado por Johnny Depp no filme dirigido por Tim Burton.

O que você não sabe é que no final do século 14 (1384) em Paris, um barbeiro e um confeiteiro que habitavam a Île de la Cité, foram condenados por cometerem as mesmas atrocidades que as da história londrina. O barbeiro assassinava as vítimas e enviava seus corpos através de uma passagem secreta, diretamente ao porão de seu vizinho confeiteiro, que preparava tortas à base de carne humana.

E era na rue des Marmousets, atual localização do Hôtel-Dieu – o hospital mais antigo da cidade – que ficavam a barbearia e a confeitaria, da qual saíam as famosas tortas que faziam sucesso até com o rei Carlos VI.

Somente em 1387, o cachorro de uma das vitimas levanta a suspeita de que algo estranho se passava no local. Os dois crimonosos foram pegos em flagrante e poucos dias depois, queimados vivos no local que é atualmente a Place de l’Hôtel-de-Ville, em frente à prefeitura de Paris.

Os 666 vidros da Pirâmide do Louvre

Uma lenda narrada no livro do jornalista Dominique Stezepfandt“François Mitterrand, Grande Arquiteto do Universo”, diz que a pirâmide do Louvre teria sido dedicada ao Diabo, contendo exatamente 666 vidros quadriculares, dispostos de acordo com um jogo aritmético entre adição, multiplicação e representações triangulares do número 6.

O número exato ainda é desconhecido, sendo a informação declarada como oficial – 673 – um tanto misteriosa.

A lenda ainda diz que o corpo do ex-presidente François Mitterrand – que encomendou a obra da pirâmide na época – estaria enterrado debaixo dela, sendo reforçada pelo livro de Dan Brown – “O Código Da Vinci”.

As múmias da Coluna de Julho

Na Praça da Bastilha, debaixo da Coluna de Julho erguida em julho de 1831 em memória aos revolucionários mortos durante os “Três Gloriosos”, encontra-se uma galeria funeraria onde repousam os restos mortais dos martires da revolta de julho.

Entretanto, diz a lenda que junto a estes corpos, foram também enterradas 50 múmias trazidas do Egito 50 anos antes por Napoleão Bonaparte, que estavam escondidas no jardim da Biblioteca Nacional anteriormente.

Somente em 1940, alguns pedreiros declararam terem avistado as múmias, enquanto realizavam obras de restauração no local.

Rituais satânicos ou missas negras no Cemitério Père-Lachaise

O Père-Lachaise é de longe o cemitério que desperta maior interesse nos turistas curiosos que vêm à Paris. Muitos deles, fãs de Jim Morrison, Oscar Wilde, Edith Piaf, entre outras tantas personalidades ali sepultadas, que dão todo um clima diferente ao local.

Um dos mitos diz que missas negras ou rituais satânicos já ocorreram ali, havendo até cenas de sacrifício humano. E que até hoje em certas datas, são realizadas cerimônias do tipo perante ao muro que circula o local.

Outra lenda diz que existe uma passagem subterrânea em algums túmulos, que liga o cemitério às catacumbas de Paris. Vontade de ir conferir?

O homem da máscara de ferro

Um dos prisioneiros mais famosos da história da França, que inspirou escritores célebres e já rendeu uma produção hollywoodiana.

Tudo começou com sua morte na prisão da Bastilha em 1703, após cumprir 34 anos de encarceramento, sem que uma pessoa conhecesse sua identidade e crime. Fato que despertou extrema curiosidade do povo e diversas teorias sobre sua identidade, já que ele teria usado por todo esse tempo uma máscara metálica cobrindo seu rosto.

O filósofo Voltaire foi o primeiro a instigar esse mistério, já que afirmou ter recebido informações privilegiadas sobre o prisioneiro, enquanto também esteve preso na Bastilha entre 1717 e 1718. Ele conclui que devido às regalias que o homem tinha na prisão e o fato de portar tal máscara para não ser reconhecido, só poderia tratar-se de um possível irmão gêmeo do rei Luís XIV.

Apesar de nunca ter registrado essa suposição, a ideia foi suficiente para inspirar o escritor Alexandre Dumas em “ O Visconde de Bragelonne”, que conclui a série de livros de “Os Três Mosqueteiros”.

Gostou do post e se interessa por esse lado mais insólito da história de Paris?

Deixe-nos um comentário e contaremos mais lendas e mistérios em um próximo post! 😉

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